• Diego F Baptista

O PRECIOSO TEMPO

Se existe algo que não temos o controle absoluto sobre ele é a “entidade” conhecida como o Tempo. Alguns podem alegar que conseguem controlá-lo, por meio de ferramentas e práticas. No entanto, ao meu ver, essas pessoas não estão no comando do tempo, mas sim escolhendo a melhor forma de usufruí-lo. Pois:


O Tempo é implacável.


Ele vai passar, você querendo ou não. E, fora das obras de ficção, o tempo não retrocede para ninguém.


Acredito que desde que a humanidade evoluiu para seres sapientes, capazes de raciocinar, de ponderar sobre o universo que os rodeia; tentamos criar formas de mensurar o tempo, a exemplo disso, criamos o conjunto de períodos.

Quais períodos?


Os mais conhecidos por nós, a tríade do tempo: passado, presente e futuro.


Assim como uma das primeiras formas de medir a passagem do tempo, como, por exemplo, os relógios solares, as ampulhetas, a queima das velas, entre outros feitos da engenhosidade humana; o conceitos de passado, presente e futuro nos dão uma forma de compreendermos o nosso tempo de vida, individual e coletivo.

O passado é aquilo que já se foi, ocorreu, ficou para trás, nostalgia e/ou arrependimento.


O futuro são as coisas que estão por vir, irão acontecer, planejamento e/ou incertezas.

Já o presente é a parcela da tríade mais subvalorizado por nós, ao menos, em boa parte dos casos.


Visto que o hoje, o agora, esse momento que estamos vivendo, parece não importar.


Se me permite a alegoria para expor melhor essa ideia: somos como os piratas romanceados, ávidos por conseguir mais tesouros à frente, glorificando nossos feitos antigos e não nos importando com as nossas posses atuais.


Será porque o Presente reflete, de forma nítida, a nossa realidade? Pois podemos sonhar com um futuro melhor, almejar novas conquistas e ter esperanças, já em relação ao passado é fácil florear nossas histórias, lembrar de momentos com mais carinho, nos enganarmos achando que “tudo no nosso tempo era melhor”.


Suponho que esse seja um dos motivos para que, atualmente, estejamos cada vez mais empenhados em viver o presente de forma virtual. Uma vez que a ficção é mais doce do que a amarga realidade.


Usamos nossos dispositivos eletrônicos e a internet como uma válvula de escape para o nosso cotidiano, que, algumas vezes, não é, nem de longe, aquilo que queríamos ou sonhávamos para nós.

Alguns podem justificar que suas vidas “conectadas via WiFi” são o resultado das atribulações impostas pela sociedade moderna. Pensando que se você não estiver conectado, em contato constante com as diversas mídias provenientes da internet, estará fora do mundo real. Irônico, não?


Mas o que o tempo tem a ver com isso?


Se considerarmos como um recurso, algo para ser usado, gasto ou investido, temos que buscar ter ciência que este recurso seria finito. Que uma vez consumido, não tem retorno, devolução ou troca. Em outras palavras, passar o presente apenas conectado, vendo o mundo por meio de uma tela, talvez não seja a melhor escolha, neste caso.


Claro, não serei hipócrita, dizendo que não tenho o hábito de ficar horas e horas na frente de uma tela, observando, aprendendo e me divertindo na virtualidade. A proposta aqui, é fazer uma reflexão: se a sua escolha de usar o “seu” tempo, imerso na sedutora internet, em uma (ou mais) mídias sociais, é algo consciente ou apenas um hábito inconsciente, um reflexo dos tempos modernos.

Apesar de ter o nome mais bonitos entre as outras partes da tríade do tempo, o Presente é o único momento que você pode agir de verdade, fazer as mudanças que tanto quer, ter iniciativa, sentir as coisas, presenciar eventos, enfim, viver a vida.


Deixo aqui o convite para reflexão sobre o tempo, tendo sempre em mente:


Que o Tempo é implacável.



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© 2018 por Diego Baptista.